quarta-feira, 19 de julho de 2017

Moacyr Franco


Moacyr Franco, cujo nome de batismo é Moacir de Oliveira Franco (Ituiutaba, 5 de outubro de 1936), é um ator, cantor, compositor, autor, apresentador de TV, humorista e político brasileiro. É filiado ao PPS. As composições de Moacyr são bastante ecléticas, como boleros, marchinhas, baladas de amor e até rock’n’roll. Seus maiores sucessos, porém, estão no sertanejo-raíz, quando, nas décadas de 80 e 90 compôs várias músicas que alcançaram os primeiros lugares nas paradas, tais como: "Dia de Formatura", com Nalva Aguiar, "Seu amor ainda é tudo", "Ainda Ontem Chorei de Saudade" e "Se eu não puder te esquecer", com João Mineiro & Marciano. Moacyr descobriu cedo sua vocação artística. Assim que terminou o Ensino Fundamental, em Uberlândia, foi contratado em uma oficina de pintura, que produzia cartazes e letreiros por encomenda. Um belo dia, o maestro da Orquestra de Tapajós precisou dos serviços e chamou o rapaz para dar um jeito nas estantes do teatro onde ensaiavam. Moacyr Franco ficou encantado com a música. “Fiz um negócio com o maestro: eu pintaria as estantes, ele deixava eu cantar com a orquestra. Ele topou! Por aí é que eu virei cantor, aprendi música, violão e piano”, contou ele. Aos 17 anos ganhou um concurso de melhor cantor na Rádio Difusora de Uberlândia, ao cantar no programa de calouros "Astros e Estrelas do Amanhã". Três anos depois, mudou-se com a família para Ribeirão Preto, onde conseguiu um emprego na Rádio Clube Ribeirão Preto. Foi lá que conheceu Aloisio Silva Araújo, grande redator de humorismo, que era amigo de Manuel de Nóbrega. Em 1959, no programa Praça da Alegria, interpretou o personagem "Mendigo". Quando o programa passou a ser gravado na TV Rio, o artista e seu personagem ficaram ainda mais conhecidos: seu bordão que divertia a plateia no auditório foi transformado em marchinha de carnaval. Nascia ali "Me Dá Um Dinheiro Aí".Estourou com outras músicas, como Suave é a Noite (versão de Tender is the Night), "Pelé agradece", "E tu te vais", "Pedagio" e Eu Nunca Mais Vou Te Esquecer. Sofreu um sério acidente automobilístico nos anos 70 e após isso um AVC, o que lhe prejudicou a carreira. Depois do sucesso que vivenciara na primeira metade da década de 70, nunca recuperou a imensa popularidade que tinha. Desde então lançou vários discos (fez muito sucesso com a canção Balada número sete, homenagem ao grande jogador de futebol Mané Garrincha) e ganhou 42 discos de ouro, além de trabalhar nas principais emissoras do país apresentando, produzindo, escrevendo e atuando em diversos programas. Continua a seguir paralelamente a carreira de cantor, apresentando-se por todo o Brasil. Em 1978 explodiu em todo o país com o sucesso "Turbilhão" (A nossa vida é um carnaval...), música mais tocada no carnaval daquele ano. Nas décadas de 80 e 90 compôs várias músicas no gênero sertanejo, que alcançaram os primeiros lugares nas paradas, tais como: "Dia de Formatura", com Nalva Aguiar, "Seu amor ainda é tudo", "Ainda Ontem Chorei de Saudade" e "Se eu não puder te esquecer", com João Mineiro & Marciano. Em 1996 gravou, recitando em 18 fitas cassete, todo o Novo Testamento. Em 1998, teve a música "Seu amor ainda é tudo", gravada pela cantora Roberta Miranda, no CD "Paixão", lançado pela Polygram. Em 2004, teve a sua composição "Tudo Vira Bosta" gravada por Rita Lee. Esta música integrou a trilha sonora da novela "Senhora do Destino", exibida no mesmo ano, pela Rede Globo de Televisão. Em 1959, Manoel da Nóbrega dá uma oportunidade ao artista, que vai para a TV Rio atuar em “Rio Te Adoro” e Praça da Alegria, onde interpretou o personagem "Mendigo", que alcançou muita popularidade. Nos anos 1960, ainda na TV Rio, trabalhou ao lado de Chico Anysio e Hilton Franco, e tocou programas de grande sucesso de audiência, como O Riso É O Limite e Show Doçura. Ainda na década de 60 se transferiu para a TV Tupi, onde fundou, junto com Boni, o TeleCentro, que era um centro de produções com objetivo de lançar novos talentos no mercado. Em 1971 se transferiu para a TV Globo. Seu primeiro programa na emissora foi Moacyr Franco Especial, um programa de variedades com números musicais, entrevistas, quadros humorísticos e brincadeiras. No ano seguinte, o programa passou por reformulações e tornou-se semanal: entrava no ar o Moacyr Franco Show, que, a partir de 1973, foi transmitido a cores, com a introdução de mudanças na estética e na forma de apresentação. Neste programa, revelou vários artistas como: Isabela Garcia, Guto Franco, Carla Daniel, Nizo Neto, Rosana Garcia, sua afilhada de batismo, entre outros. Outra curiosidade sobre o Moacyr Franco Show, foi que ele foi o primeiro programa a fazer merchandising fora dos comerciais. O produto em questão era o filtro de papel Mellita. Em 1976, passou a apresentar o Moacyr TV. Com participação de Pepita Rodrigues, o programa recebia no auditório desconhecidos, em busca de uma oportunidade para brilhar na televisão. O show de talentos tinha como promessa um carro zero quilômetro e um contrato com a TV Globo. Nesta brincadeira, anônimos reinterpretavam cenas de novelas, com a ajuda de atores famosos. “Eu considero aquele programa um marco. Teve ótimos índices de audiência na Globo. O pulo do gato ali era o humor, a sátira, que dava audiência. Foi o primeiro programa no Brasil que teve um telão no meio do auditório, onde se reproduziam as cenas que estavam sendo teatralizadas.” Moacyr Franco, sobre o programa Moacyr TV, em depoimento concedido ao Memória Globo em 11/06/2014 Em 1977, Moacyr Franco interrompeu sua carreira, devido a problemas de saúde. Teve um aneurisma cerebral enquanto fazia A Praça da Alegria, apresentado por Luís Carlos Mieli. Em 1980, Moacyr trabalhou na TV Bandeirantes, onde fez o programa humorístico As Caveirinhas e depois O Burro do Homem, que conquistou, na época, o prêmio de melhor programa humorístico da televisão brasileira. Em 97 resolveu aceitar um convite de Silvio Santos para apresentar o programa “Concurso de Paródias” e não saiu mais do SBT. De novo com Guto, escreveu e interpretou seriados de enorme sucesso como Ô… Coitado! com Gorete Milagres e Meu Cunhado com Ronald Golias e Guilhermina Guinle. Em 1998 assume o cargo de Diretor de Criação do SBT. Em 2005, aceita o convite de Carlos Alberto de Nóbrega e volta à A Praça é Nossa, onde interpreta o homossexual caipira Jeca Gay. Outra vez vira sucesso nacional com o bordão “Chic no Urtimo!” Moacyr é torcedor do Palmeiras, tendo, inclusive, feito uma canção dedicada ao clube, "O Amor é Verde". Moacyr é pai de 7 filhos, a saber: Moacyr Franco Jr., Guto Franco, Maria Cecília, Johnny Franco, e dos gêmeos Ana Helena e Domenico. Em 1966, Moacyr ficou viúvo de sua primeira esposa, Vitória, com quem teve os dois primeiros filhos (Moacyr Franco Junior e Guto Franco). Os outros 5 filhos são frutos de seu casamento com Daniela Franco, que chegou ao fim no início de 2010. Em 2013, começou um relacionamento com sua namorada atual, Pamela Noronha, 56 anos mais jovem que ele. Sobre seus filhos: Moacyr Franco Jr. - Seu filho mais velho é comandante dos aviões da TAM e faz voos internacionais. Guto Franco fez sucesso ao ser lançado ainda criança em programas do pai, chegando a participar como ator da telenovela O Grito produzida e exibida pela TV Globo na década de 1970. Guto participou da Praça interpretando o personagem Dona Guajarina e foi diretor e redator chefe do humorístico A Turma do Didi exibido pela Rede Globo aos domingos. Johnny Franco - nome artístico de João Vitor. Fez programa de televisão ainda novo assim como Guto, participando do programa Meu Cunhado. Já como "Johnny Franco", é vocalista da banda The Moondogs, que participou do programa SuperStar, da Tv Globo. Origem: Wikipédia

quarta-feira, 12 de julho de 2017

Tireoide


O tratamento dos principais problemas nessa glândula - câncer, hipertireoidismo e hipotireoidismo - foi revisto. Saiba como preservar a saúde da tireoide Nada nem ninguém gerou tanto bafafá no último Congresso Brasileiro de Endocrinologia e Metabologia, recém-ocorrido na Costa do Sauípe, na Bahia, quanto a tireoide. A glândula localizada no pescoço e que regula o ritmo de funcionamento de todo o organismo foi o tema central de 12 mesas-redondas, conferências e aulas – a título de comparação, a obesidade, outra estrela do evento científico, esteve presente em 11 palestras. Dá pra entender o porquê: novos estudos estão mudando pra valer a maneira como os médicos (e os pacientes) devem encarar e remediar os descompassos tireoidianos. A primeira grande notícia é a reclassificação de um tipo de câncer relativamente comum na glândula. Seu nome é complicado: variante folicular do carcinoma papilífero não invasivo encapsulado (ou EFVPTC, na sigla em inglês). Há seis meses, ele era considerado maligno e exigia um contra-ataque pesado, com cirurgia e boas doses de radiação. Leia também: Mamografia não causa câncer de tireoide Pois um convênio de cientistas do mundo inteiro capitaneado pela Universidade de Pittsburgh, nos Estados Unidos, decidiu alterar radicalmente o caráter desse tumor. “Partimos da observação de que, na maioria dos casos, ele evoluía muito bem, sem sinal de proliferação, mesmo quando não se faziam intervenções”, relata o patologista Venancio Alves, da Universidade de São Paulo e do Hospital Alemão Oswaldo Cruz (SP), único brasileiro a fazer parte da investigação. Por isso, a partir deste ano, o que era um câncer passa a ser visto como nódulo benigno, que não carece necessariamente de bisturi ou bombardeios de iodoterapia. “Alguns colegas dizem que este foi o primeiro recall da história da medicina”, brinca a endocrinologista Patrícia Teixeira, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Estima-se que o EFVPTC represente 20% do total de tumores de tireoide. A expectativa é que essa decisão reduza gastos com a saúde e o uso de tratamentos supérfluos, além de minimizar a ansiedade das pessoas diagnosticadas. A reclassificação é apenas um exemplo de uma série de transformações pelas quais a abordagem dos nódulos tireoidianos está passando. Todas as etapas de diagnóstico e tratamento são revistas atualmente e geram acalorados debates. Isso começou quando os experts perceberam que, nos últimos 25 anos, houve um aumento de três vezes no número de episódios, embora a taxa de mortalidade continuasse a mesma. Veja também pequenas-alterações-na-tireoide-são-perigosas MEDICINA Pequenas variações na tireoide já são perigosas para o coração query_builder21 mar 2017 - 17h03 A principal explicação para o fenômeno está na prescrição indiscriminada do ultrassom de pescoço, que vasculha a glândula à caça de tumores. A tecnologia progrediu tanto que essas máquinas são capazes hoje de apontar massas cada vez menores e indolentes. “Exames realizados com sujeitos de mais de 50 anos detectam lesões incidentais, sem grande significado para a saúde, em quase 60% das circunstâncias“, calcula o endocrinologista Hans Graf, da Universidade Federal do Paraná (UFPR). E 100% daqueles que alcançaram as oito décadas de vida apresentam um caroço na região. Ou seja: flagrar um nódulo com características perigosas é um tanto quanto mais raro. Portanto, não se recomenda fazer o ultrassom de rotina, como acontece com a mamografia na prevenção do câncer de mama após os 45 anos. “Esse teste só está indicado como checkup quando há histórico familiar da doença ou suspeitas na palpação do pescoço no consultório”, afirma Graf. Aliás, 7% das malformações são perceptíveis no exame clínico, em que o médico palpa o pescoço do paciente Se alguma bolota esquisita é encontrada no ultrassom, a próxima fase envolve determinar se ela é tranquila ou agressiva. Isso é possível por meio da biópsia, em que uma agulha fina é inserida na região da garganta e aspira um pedacinho defeituoso da glândula para análise em laboratório. E não é que esse procedimento também é alvo de reformas? A Associação Americana de Tireoide – que admite uma certa epidemia artificial do problema – atualizou suas diretrizes sobre o assunto e aconselha que nódulos com menos de 1 centímetro não sejam avaliados por uma punção. Isso vale até para aqueles que aparentam ser do mal: basta monitorar seu crescimento de tempos em tempos. Essa conduta, por enquanto, ainda não é a realidade nas clínicas e nos hospitais brasileiros. Nada de precipitações com o câncer Mas, ok, vamos supor que o médico pediu ultrassom e biópsia e os laudos mostram que se trata de um tumor maligno. Pois senta que lá vem novidade: há situações em que o melhor é nem intervir. Estudiosos do Hospital Kuma, no Japão, seguiram 340 pessoas com microcarcinoma papilífero – o câncer de tireoide mais prevalente – durante dez anos, sem recorrer a qualquer ação. Nesse período, 15% tiveram uma ampliação da massa cancerosa superior a 3 milímetros e apenas 3% sofreram metástase, ou seja, as células malignas se espalharam por outras áreas. A lição nipônica é que, na maior parte das vezes, o indivíduo morre com o nódulo, mas não em decorrência dele. Essa é a típica ocasião em que a terapia se torna mais prejudicial do que a enfermidade em si. Isso abre a perspectiva de se tomar alguma atitude só no momento em que existe uma ameaça à saúde. “O tema é bastante controverso e o nosso desafio está em selecionar os casos em que uma operação não é mesmo necessária”, raciocina o cirurgião de cabeça e pescoço Erivelto Volpi, do Hospital Alemão Oswaldo Cruz. Que fique claro: uma estratégia dessas é válida somente se o tumor é pequeno, não está num local complicado nem tem capacidade de se dispersar pela circulação ou sistema linfático. Aliás, uma discussão similar vem ocorrendo com o câncer de próstata. A própria cirurgia, aliás, já não é a mesma. Os cortes ganharam precisão, e as cicatrizes estão quase imperceptíveis. Os riscos se mostram modestos e, mais importante, a palavra de ordem é preservar sempre que possível. “Hoje em dia, dá para retirar metade da glândula e conservar a porção saudável”, conta o médico Antonio Bertelli, do Hospital Samaritano de São Paulo. A parcela sadia consegue até produzir o T3 e o T4 normalmente, sem precisar de reposição hormonal por meio de comprimidos diários. Por André Biernath* http://saude.abril.com.br

quarta-feira, 5 de julho de 2017

O que é menstruação?


A menstruação é a prova de que o ciclo fértil de uma mulher está chegando ao fim. Além de na maioria dos casos confirmar a inexistência de uma gestação, ela ainda pode mostrar muito sobre a saúde do corpo feminino. Por isso, é muito importante estar sempre atenta a cada característica do sangue que, normal ou não, nos diz muito. No início do ciclo reprodutivo feminino - que dura, em média, 28 dias -, o útero se prepara para receber o óvulo fecundado produzindo o endométrio, um revestimento que fica na parede interna do órgão e é altamente vascularizado e rico em nutrientes. Caso a fecundação não aconteça, antes de iniciar o próximo ciclo, o corpo, através da suspensão da produção de determinados hormônios, elimina o óvulo anteriormente liberado e, junto com o ele, o endométrio. O resultado é a menstruação. Composição Fruto do descolamento do endométrio, a menstruação é composta por, além do tecido, que é altamente vascularizado, sangue, muco e secreções vaginais. Cor Sua cor varia de acordo com cada fase do período menstrual – entre marrom borra de café, passando por vermelho vivo até chegar em quase vinho. Cheiro O sangue em si não tem cheiro forte. No entanto, como ele passa por todo o canal vaginal, se mistura com bactérias e fungos naturais à flora da região e, dessa forma, começa a envelhecer. Por isso, a menstruação tem um cheiro específico - que para as pessoas com o olfato mais sensível pode ser forte. Mas ele não é fétido ou desagradável, apenas característico. Em casos anormais, é importante procurar um médico para investigar possíveis infecções. Durante todo o período, os especialistas calculam que uma mulher libere entre 30 e 50 ml de sangue. Como medir é quase impossível, a ginecologista Dra. Patricia Rossi, do Conjunto Hospitalar do Mandaqui, São Paulo, estipula alguns sinais que caracterizam a normalidade. A duração deve ser de três a oito dias, com um sangue sem muitos coágulos e com o uso de até seis absorventes por dia. Como o que dá origem à menstruação é o descolamento do endométrio, um tecido que é criado na parede interna do útero, de acordo com o ginecologista Dr. Celso Luiz Borrelli, do Hospital do Coração de São Paulo (HCor), é normal que em determinados momentos a mulher perceba que alguns pedacinhos saem junto com o sangue. Eles, portanto, são partículas maiores desse tecido. A quantidade expelida varia de acordo com a liberação hormonal de cada mulher. Outra característica muito comum da menstruação são os coágulos. De acordo com o médico, eles surgem porque durante a descida e dependendo da posição em que a mulher fica, o sangue pode acumular na cavidade do canal vaginal e, por um processo natural do organismo, o que era líquido é transformado em coágulo. Geralmente, mulheres que possuem fluxos mais intensos notam os episódios com mais frequência. É importante, no entanto, que cada mulher conheça seu ciclo. Embora normal, os coágulos, quando aparecem repentina ou excessivamente, podem indicar o surgimento de algumas doenças do aparelho reprodutor feminino. O que determina o fluxo menstrual, como explica a médica do Hospital Mandaqui, é a quantidade de hormônio produzida enquanto o útero se prepara para receber o óvulo fecundado produzindo o endométrio. No começo e no fim da idade reprodutiva, é normal que a menstruação seja intensa devido aos ajustes hormonais que estão acontecendo. Na idade adulta, a tendência é que a quantidade seja normalizada. Dr. Borelli, no entanto, lembra que embora não seja comum, mulheres com alterações hematológicas perdem muito sangue (a menstruação dura mais de oito dias e o fluxo é muito intenso) e, por isso, podem sofrer com anemia. Nesses casos, ao notar qualquer alteração, é importante procurar um especialista. Além das alterações hormonais comum na puberdade e no início da menopausa que podem aumentar ou diminuir o fluxo, o uso de anticoncepcionais também contribui para que a menstruação diminua. Como explica o ginecologista do HCor, a ingestão do hormônio sintético afina o endométrio e, por isso, a quantidade de sangramento reduz. ESCRITO POR BEATRIZ HELENA saiba mais: http://www.vix.com

quarta-feira, 28 de junho de 2017

A vida sabe ser safada


Demi Moore linda. Sedutora. E banguela. Quem imagina? Estresse na carreira. Separação de Ashton Kutner. Quem não tem seus sofrimentos? A vida sabe ser safada. Desfia a alma da gente. Com todos. Sem distinção de cor ou classe social. Ninguém está livre. Há um ano de estado de calamidade, os funcionários do Rio de Janeiro estão sem o décimo terceiro e sem três meses de salário. Se Demi está banguela, os funcionários do estado do Rio de Janeiro já devem estar na fase de dentadura. Largados à míngua. Abandonados à própria sorte. Endividados. Desabrigados. Famintos. Obrigados a viver de favores de parentes e amigos. Não podem nem morrer. Falta dinheiro para o velório. Crescem os casos de suicídio entre os servidores do estado. Muitos adoeceram sob tamanha pressão. Deprimiram. Como viver sem salário? Sem prazo? Sem previsão? Pezão não fala de prazos. R$ 700,00 foi o que o governo pagou. Não pagou. Deu de esmola. Quase com nojo. Como quem joga moeda à mendigo sem nem olhar a cara. Com nojo. Sem interesse que não seja se livrar do pedinte. Agora fala em liberar mais R$300,00. Nossa! Tão bonzinho. Que legal. Olha lá, governador. Tem certeza que não vai fazer falta? Está achando que a conta da gente é cofrinho, governador? Estamos completamente à deriva. Falta verba. Só para a gente, né? Já viu político ter salário parcelado? Atrasado? Ter seus privilégios e luxos diminuídos? Falta nada nunca para o salário dos deputados. Nem o do governador, claro. Nunca para interromper os descontos fiscais e benefícios das grandes empresas. E os cargos comissionados e as secretarias? Não podem diminuir? E o dinheiro gasto com cabides de emprego? Com ajudas de custo que nos custam tanto? Para esbanjar não falta. O povo desesperado e Pezão sempre risonho. Será que ri da gente? Parece achar bem normal a miséria em que jogou seus funcionários. Está certo em rir. O dele está em dia. Falta verba? Falta tudo. Saúde, segurança, educação. Os serviços caem de podre sem manutenção. As pessoas não têm nem como pagar a passagem. Imagine a aflição dos aposentados que gastam fortunas com medicação. O corpo envelhece. Começa a enguiçar. Haja remédio para o açúcar, a pressão, o ácido úrico, o coração que descompassa, a vitamina que está baixa. Isso torcendo para não ter nada extra. O SUS não fornece toda medicação. A que fornece nem sempre tem. Nem sempre de boa qualidade. Já houve casos de remédios que, quando analisados, não tinham as substâncias necessárias. Isso é grave. Há os que chegam a tomar vinte remédios ao dia. Com despesas que chegam à R$ 3.000,00. - Calma. Sempre pode parcelar. Mas de que adianta parcelar se não tem salário? Como bancar esse custo sem salário? Como se alimentar? E condomínio? Água. Luz, gás, telefone? Plano de saúde? As dívidas crescem. Pessoas perderam suas casas, seus carros, sua saúde. Já há funcionário que virou camelô. Mas os enfermos? Como podem sobreviver? Os cansados pelo tempo, já sem condição de voltar ao mercado de trabalho? Negar salário ao trabalhador é um atentado à vida. É violação dos direitos humanos. Negar salário aos aposentados fere o Estatuto do idoso. Que estado é esse que impede um envelhecimento minimamente digno? E onde está a justiça? A defensoria? O legislativo? Onde está o Ministério Público que não se levanta contra esse crime? Todos calados com seus salários no bolso. Os que julgam. Os que batem. Os que controlam e ameaçam. A esses o salário não pode faltar. E aos amigos. Aos igualmente poderosos. Aos ricos cheios de benefícios. Numa esperteza histórica, os senhores feudais dividem os escravos. Beneficiam uns, em detrimento de outros. Os beneficiados, tranquilos, se aquietam. Assim é o funcionalismo no estado do Rio de Janeiro, dividido em facções. Para dissolver a revolta da multidão. Uns estão sem salários desde abril. Isso fora o décimo terceiro de 2016. Outros recebem. E, aliviados, se calam. Fazem ouvido de mercador. Surdos à dor dos outros. Se os sem-salário vão às ruas reclamar seus direitos são açoitados com cassetetes, gás e balas de borracha. Tratados como bandidos. Enxotados das ruas por seus colegas também do estado. Sabe o que mais dói? Dói ver as pessoas lutando pela continuação dos seus empregos. Pelo bem estar das pessoas que deles dependem. Mesmo no sufoco. Sem apoio. Desamparadas, não desamparam. Na UERJ, professores dão aulas. No Hospital Pedro Ernesto, médicos atendem. Essas pessoas mereciam o mesmo respeito de volta. Não têm. Pezão estava ligado à Sergio Cabral. Sempre. Não é ao menos suspeito? De Cabral, onde está nosso dinheiro que não volta? Enquanto Adriana Ancelmo gasta um milhão e duzentos mil para as despesinhas da casa, os funcionários morrem à míngua. O povo do Rio de Janeiro vota mal. Isso é fato. Vota em governantes sórdidos que lhe tratam como lixo. - Bem feito? Votar mal é um erro grave. Mas ninguém merece ser punido tanto assim. Será que a Senhora Justiça poderia tirar a venda, o tampão dos ouvidos e escutar o sofrimento de seu povo? Dê uma calibrada na balança que anda desregulada. Aproveite a ocasião e bata com a balança nessa gente. Dê uma balançada neles. Ameace com sua espada. Cara, sei lá. Faz alguma coisa! Mostre que a Justiça tarda, mas não falha. E que o povo merece é respeito, reconhecimento e consideração. Como disse Bertolt Brecht, há muitas maneiras de matar. Podem enfiar-te uma faca na barriga, arrancar-te o pão, não te curar de uma enfermidade, meter-te numa casa sem condições, torturar-te até a morte por meio de um trabalho. Somente o punhal o estado ainda não tentou com a gente. Senhora Justiça, o povo do Rio de Janeiro desesperado e banguela e ameaçado de morte, pede socorro. Mônica é carioca, professora e psicóloga clínica. Especialista em atendimento a crianças, adolescentes, adultos, casais e famílias. Escreva contando sua história. Mande sua sugestão para elbayehmonic@yahoo.com.br Se quiser conhecer meus livros

quarta-feira, 21 de junho de 2017

O ponto de ônibus mais antigo de São Paulo


Mais uma grata surpresa encontrada pelas ruas de São Paulo. Você sabia que existe um ponto de ônibus bem diferente dos que costumamos encontrar, e que é seguramente o mais antigo em operação na cidade ? Em pleno bairro da Lapa, na Praça Cel. Cipriano de Morais, existem um ponto de ônibus da década de 60 que é o último sobrevivente de sua geração. Construído pela extinta CMTC, o abrigo é uma robusta construção de ferro, fixada na calçada com concreto. Estes pontos de ônibus com abrigos de ferro eram muito comuns especialmente em praças e grandes locais abertos, como no Vale do Anhangabaú. A imagem abaixo, dos anos 60, mostra vários destes abrigos instalados no que hoje é um grande boulevard sem acesso para ônibus e automóveis. Estes pontos foram desaparecendo da cidade a partir de meados da década de 70, mas por alguma razão este da Lapa foi preservado e está nesta praça até os dias de hoje. Apesar de antigo, encontra-se em boas condições e bem preservado, servindo de abrigo a passageiros que esperam sua condução no local. Em seu interior, em uma das laterais, é possível observar uma placa da CMTC atestando não só a construção e a antiguidade do abrigo, como mostra a fotografia a seguir. Uma peculiaridade, e que dá ainda mais charme ao antigo e curioso ponto de ônibus é o fato de que alguém com bastante criatividade resolveu colocar na parte interior do teto do abrigo um papel de parede decorativo, que dá a impressão de que você está sob o teto de uma capela ou algo do gênero, veja: Como recentemente a Prefeitura de São Paulo começou a substituir os abrigos de ônibus por outros mais modernos, fica a questão no ar: Será que o ponto da Praça Cel. Cipriano de Morais será mantido ? Este abrigo de passageiros não é apenas mais um. É um sobrevivente vivo e funcional da história do transporte coletivo em nossa cidade. Faço um apelo para nossas autoridades: Vamos não só manter o abrigo como tombá-lo como parte da memória paulistana e da história da saudosa CMTC. Atualização: 16/03/2015 Demorou um pouco, mas finalmente a recuperação do ponto de ônibus mais antigo de São Paulo chegou. pós a veiculação inicial desta reportagem em 2013, o até então desconhecido ponto da Praça Coronel Cipriano transformou-se em centro de atenções, e sua preservação, já defendida por nós desde o princípio passou a ser prioridade, unindo inclusive moradores do bairro. No início de 2015 a Prefeitura do Município de São Paulo providenciou a recuperação do ponto de ônibus, realizando trabalho que contou com a preparação e posterior pintura, deixando-o impecável e com uma pintura similar a quando estes pontos estavam em plena utilização em toda a cidade. Douglas Nascimento Jornalista, fotógrafo e pesquisador independente, edita o site São Paulo Antiga e é membro do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo (IHGSP). Também edita o blog Human Street View, focado em comparações fotográficas entre a atualidade e o passado. http://www.saopauloantiga.com.br