quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

Doenças dos olhos


1. Alergia ocular É uma inflamação dos olhos causada por uma resposta do sistema imunológico a uma determinada substância que o nosso organismo reconhece como perigosa, um alérgeno. A sua manifestação mais frequente é a conjuntivite alérgica, com carácter sazonal: 20% da população tem manifestações alérgicas. Causas: exposição a alérgenos que produzem reações alérgicas, sendo os mais comuns o pólen, os fungos, os pelos dos animais, os ácaros, os alimentos, etc. Tratamento: passa por prevenir as crises, melhorando as condições ambientais e evitando o alérgeno. Para aliviar os sintomas, pode aplicar-se um tratamento tópico (gotas oculares e pomadas oftálmicas antialérgicas, descongestionantes, e lágrimas artificiais) ou terapêutica sistémica em situações mais graves. Pode ser necessário o despiste do alérgeno por testes cutâneos ou outros numa consulta de alergologia. 2. Ambliopia Trata-se da diminuição da acuidade visual (conhecida como “olho preguiçoso”), uni ou bilateral, no contexto de um deficiente desenvolvimento da visão binocular, associado à presença de erro refrativo não corrigido, e/ou estrabismo, devido a mau acompanhamento oftalmológico na infância – 3% das crianças apresentam ambliopia/estrabismo. Causas: a anisometropia (o erro refrativo é diferente nos dois olhos), aniseiconia (a imagem de um objeto observada por um olho é diferente da observada pelo outro) e o estrabismo são responsáveis por grande parte dos casos. Tratamento: é primordial o acompanhamento de todas as crianças na avaliação do desenvolvimento da visão binocular desde tenra idade. O tratamento passa por correção com óculos, penalizações, ortóptica e cirurgia do estrabismo. 3. Astigmatismo Ocorre quando a córnea apresenta uma alteração nos eixos da sua curvatura, sendo os objetos focados em dois diferentes pontos da retina, resultando em visão desfocada (está presente em 20% dos míopes e hipermetropes). Causas: pode estar relacionado com herança genética. Aparece geralmente ao nascimento ou após um trauma ocular. Tratamento: o astigmatismo pode ser corrigido com o uso de óculos com lentes cilíndricas, lentes de contato ou cirurgia refrativa. 4. Blefarite É uma inflamação comum e persistente das pálpebras, quase sempre com o carácter crónico e cíclico. Afeta frequentemente pessoas que têm tendência a apresentar pele seborreica (pele oleosa e caspa) e produz secura ocular – 7 em cada 10 doentes que vão a uma consulta de oftalmologia têm problemas das pálpebras. Causas: infeciosas e não infeciosas. As primeiras são causadas por bactérias, vírus ou parasitas e as segundas estão relacionas com seborreia, alergias e causas tóxicas. Tratamento: medidas de higienização (limpeza do bordo palpebral, calor local, massagem suave da base das pestanas) e, se necessário, uso de pomada com antibiótico e lágrimas artificiais. 5. Catarata Consiste na opacidade total ou parcial do cristalino, lente natural do globo ocular, produzindo baixa de acuidade visual, visão desfocada e cores desvanecidas –está presente em 10% das pessoas com menos de 65 anos e é uma das doenças dos olhos mais comuns depois dos 85 anos (em mais de 60% das pessoas). Causas: a causa mais comum está associada ao envelhecimento. Pode ocorrer, no entanto, por outras causas congénitas, hereditárias, metabólicas, tóxicas e traumáticas. Tratamento: consiste na remoção cirúrgica do cristalino e da substituição deste por uma lente intraocular, permitindo uma recuperação importante da visão. 6. Conjuntivite Caracteriza-se pela inflamação da conjuntiva (membrana transparente que recobre o globo ocular e a parte interna da pálpebra). Esta inflamação pode ter um caráter agudo recorrente ou crónico sendo a forma aguda a mais frequente e que se acompanha de lacrimejo, comichão, ardor e sensação de corpo estranho. Esta doença dos olhos pode estar associada ou não a secreção mucopurulenta. Geralmente compromete os dois olhos, não necessariamente ao mesmo tempo. Nas conjuntivites de origem infeciosa (predominantemente de causa viral), o contágio é feito pelo contato direto com a pessoa doente ou objetos contaminados. Causas: infeciosas por bactérias, vírus, fungos ou parasitas e não infeciosas por causas alérgicas, mecânicas, iatrogénicas, ocupacionais e outras. Tratamento: a maioria das conjuntivites passa naturalmente, mas para diminuir os sintomas e o desconforto pode utilizar-se soro fisiológico gelado e compressas sobre as pálpebras, limpar os olhos com frequência ou, ainda, usar colírios lubrificantes e lágrimas artificiais. Por vezes é necessário, consoante o grau de severidade, o uso de colírios e pomadas oftálmicas antibióticas e/ou anti-inflamatórias. 7. Estrabismo Consiste num desvio ocular por perda da correspondência retiniana normal de um dos olhos, com perda do alinhamento. O desvio dos olhos pode ser constante ou intermitente. O despiste do estrabismo deve ser feito o mais precocemente possível, principalmente em crianças, devido ao desenvolvimento da visão binocular, de forma a prevenir o aparecimento da ambliopia estrábica. Causas: pode ser provocado por causas congénitas ou adquiridas. Tratamento: o tratamento pode ser clínico, ótico ou cirúrgico. É recomendado que se inicie o tratamento do estrabismo é recomendado perante o aparecimento dos primeiros sinais. 8. Hipermetropia É um tipo de ametropia que tem origem num globo ocular com comprimento axial curto e onde a imagem visual formada é projetada por de trás da retina – ocorre em 35% das pessoas com menos de 60 anos de idade). Causas: na maioria dos casos a hipermetropia tem origem congénita. Tratamento: corrigível com óculos com lentes positivas, lentes de contacto ou cirurgia laser. 9. Miopia É um erro de refração que afeta a visão à distância. É um tipo de ametropia que tem origem num globo ocular com comprimento axial longo em que a imagem visual não é focada diretamente na retina, mas à frente da mesma (ocorre em cerca de 20% da população). Pode apresentar três formas: simples, média e patológica. Causas: a forma patológica pode estar associada a causas hereditárias. Os novos estudos epidemiológicos apontam para um aumento da incidência da miopia, possivelmente relacionado com a acomodação induzida pelos sistemas informáticos e uso abusivo da visão central. Tratamento: a miopia é corrigível com óculos com lentes negativas, lentes de contacto ou cirurgia laser. 10. Olho seco É uma condição anormal da lubrificação da superfície do olho que se manifesta quando é produzido pouco fluido lacrimal ou pela alteração da composição do filme lacrimal. Causas: utilização de lentes de contato, exposição a ambientes com ar condicionado, vento, permanência em altitudes elevadas, uso de cosméticos, fumo de tabaco, poluição do ar, etc. Existem determinados medicamentos que podem provocar a redução de lubrificação nos olhos, como os anti-histamínicos, antidepressivos, diuréticos, anestésicos, anticolinérgicos e beta–bloqueantes. Pode ainda estar associado ao envelhecimento, pois em idades mais avançadas há diminuição da produção de lágrimas. Tratamento: deve ser feito não apenas para o próprio bem-estar do paciente mas para evitar a lesão da córnea. Devem usar-se colírios específicos (lágrimas artificiais) e, nos casos mais graves, é possível recorrer à oclusão da drenagem da lágrima, permitindo que elas fiquem em contato com o olho por mais tempo. 11. Terçolho ou hordéolo É a infeção de uma pequena glândula da pálpebra, podendo ser interno ou externo conforme a glândula atingida. Geralmente forma um pequeno nódulo palpável, doloroso e avermelhado que ocorre de forma aguda que se pode localizar no bordo da pálpebra ou na sua espessura. Os terçolhos são doenças dos olhos bastante comuns, particularmente em pacientes com inflamação crónica das pálpebras (blefarite crónica). Causas: a causa mais frequente é uma infeção bacteriana. Tratamento: na maioria dos casos, os terçolhos drenam espontaneamente em poucos dias, mas em casos graves ou recorrentes é preciso acompanhamento por oftalmologista. O tratamento pode incluir a aplicação de compressas quentes, várias vezes ao dia, de modo a facilitar a drenagem através do orifício da glândula. Em alguns casos poderá ser necessário recorrer a uma pomada com antibiótico. Nos casos mais resistentes, poderá ser necessário drenar o terçolho cirurgicamente. Colaboração: Rui Branco, coordenador da Unidade de Oftalmologia do Hospital Lusíadas Albufeira

sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

Demência


Você sabia que um em cada três casos de demência é passível de prevenção? Conversamos com a nossa geriatra Dra. Ana Silvia Moreira Mendes para entender melhor sobre o assunto. Confira! Segundo relatório elaborado pela revista Lancet, pode diminuir a incidência de Alzheimer e outras demências, controlar fatores como: perda de audição; tabagismo; hipertensão arterial; depressão. Sabe-se que além do tratamento com medicamentos, pacientes com demência, apresentam boas respostas quando for estimulado o convívio social, atividades físicas e novos aprendizados. Dentre os fatores de risco modificáveis se destaca o nível educacional, pois quanto maior o número de anos de estudo, menor a chance de desenvolver demências, inclusive o Alzheimer. Seguindo essa linha de pensamento, quanto mais procuramos aprender coisas novas, maior é o estímulo para o cérebro, e assim menor o risco de desenvolver demências. Como reduzir o risco de demência? Cuidar da perda de audição, da hipertensão arterial e da obesidade pode reduzir o risco de demência em 20%. Tratar a depressão, fazer atividade física, aumentar o convívio social, parar de fumar e fazer bom controle do diabetes pode reduzir a incidência de demência em mais 15%. Assim, tratar as doenças preexistentes, principalmente as cardiovasculares, e fazer as adaptações necessárias a cada idoso, como o uso de óculos, aparelho auditivo, prótese dentária e acessórios para mobilidade, com o objetivo de favorecer as atividades físicas e o convívio social, que são essenciais para a qualidade de vida e prevenção do Alzheimer e outras demências. blog.drconsulta.com

quinta-feira, 30 de novembro de 2017

O verdadeiro significado do Natal para as crianças


Presentes, presentes, presentes… e o Pai Natal, claro! Para as crianças, a quadra natalícia resume-se, praticamente, a estas duas coisas. Coisas importantes, sem dúvida, mas limitativas. Afinal, o Natal é muito mais do que isso e é fundamental que as crianças o percebam – só assim podem viver e recordar, ano após ano, o verdadeiro espírito da quadra. Existem inúmeras atividades natalícias a decorrer nesta época dentro das nossas casas: desde as decorações festivas, à elaboração dos postais e telefonemas a familiares, passando pela confeção dos tradicionais doces, sem esquecer outros rituais que possam fazer parte das suas festas. Por isso mesmo, é essencial envolver as crianças em todos os preparativos para o Natal. Só assim perceberão que a quadra é, de facto, mais do que a noite de Consoada passada ansiosamente a olhar para o relógio, à espera que dê as 12 badaladas para que se possam abrir finalmente as prendas. O Natal existe porque Jesus Cristo nasceu e, sendo este o seu aniversário, nada mais apropriado do que o recordar. Independentemente das tradições religiosos serem ou não praticadas no seio da vossa família, nada impede que não possam ler juntos a história do nascimento de Jesus, seja através da Bíblia, seja através de livros apropriados para crianças. Ensine à pequenada qual a origem do Natal, ou seja, o motivo de tanta festa. http://pequenada.com

terça-feira, 28 de novembro de 2017

Para montar a árvore de Natal


Um dos grandes símbolos do período natalino, a árvore de Natal simboliza, segundo a tradição da Igreja Católica, a vida. Mas, em meio a dias de expectativa para a chegada das festas de fim de ano, qual o dia adequado para montar a árvore? De acordo com o padre Gustavo Haas, assessor de liturgia da Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), a árvore deve começar a ser montada no dia de 30 de novembro, quando se inicia o tempo do advento para a Igreja. Vale lembrar ainda que a árvore não deve ser montada toda de uma vez: o ideal é acrescentar enfeites e adereços aos poucos, durante as quatro semanas do advento, que é, para os católicos, tempo de preparação. “Durante o Natal, no Hemisfério Norte, todas as árvores perdem as folhas, com exceção do pinheiro. Por isso, a árvore se tornou símbolo da vida, celebrada no Natal com o nascimento do menino Jesus”, diz Haas. De acordo com o religioso, a preparação da árvore deve ser intensificada durante a última semana que antecede o Natal. “Até 16 de dezembro, tudo ainda é muito sóbrio, mesmo nas leituras feitas nas missas do advento. É só a partir do dia 17 de dezembro que a Bíblia começa a falar do nascimento de Jesus, e se inicia um momento de maior expectativa. Esse é o momento, portanto, de intensificar a decoração da árvore”, afirma. A loja de artigos natalinos Natalie, em São Paulo, tem seu pico de vendas de enfeites de Natal, entre eles os usados para incrementar as tradicionais árvores, entre a segunda quinzena do mês de novembro e a primeira quinzena de dezembro. “É justamente nessa época que a procura por enfeites se intensifica”, diz a assessoria de imprensa da loja ao G1. Presépios A montagem do presépio, também tradicional em tempos de Natal, deve seguir a mesma linha da preparação da árvore de natal. “Aos poucos, pode-se começar a montar a gruta, colocar os animais e os pastores, mas Maria, José e o menino Jesus devem fazer parte do presépio apenas mais próximo do Natal”, diz Haas. O presépio, ainda de acordo com o padre, foi uma invenção de São Francisco de Assis para lembrar a simplicidade e as dificuldades enfrentadas por Maria e José no nascimento de Jesus. A orientação para quem pretende seguir a tradição católica é não sofisticar os presépios com luzes e enfeites. “Costumamos dizer sempre também que é muito importante envolver as crianças na montagem dos presépios, e o ideal seria que eles fossem feitos nas próprias casas, pelas crianças, para que eles percebam o real sentido do natal”, diz. Hora de desmontar Tradicionalmente, o dia de desmontar a árvore de Natal, o presépio e toda a decoração natalina é 6 de janeiro, o Dia de Reis. “É nesse dia que três magos, pessoas sábias, encontram o menino Jesus e ele é então revelado a todas as nações. Termina então o tempo de Natal, o tempo de expectativa, e começa o tempo comum para a Igreja”, afirma Haas. Advento Um dos grandes símbolos do Natal para a Igreja é a coroa do advento. Formada com ramos verdes e em formato de círculo, a coroa simboliza, de acordo com Haas, a unidade e a perfeição, sem começo e sem fim. “A coroa representa o nascimento do rei. Em cada um dos quatro domingos do advento uma vela é acesa. Com a proximidade do nascimento de Jesus, a luz se torna mais intensa, e é o Natal enquanto festa da luz que celebramos”, diz. Leia mais notícias de Brasil http://g1.globo.com

segunda-feira, 6 de novembro de 2017

As camisas mais caras


As camisas de futebol são verdadeiros mantos sagrados para torcedores de vários times, além de serem objetos de encanto para colecionadores em todo o mundo. Que as indumentárias futebolísticas não são nada baratas, todo mundo sabe... mas a verdade é que se você for brasileiro, o drama econômico é ainda maior! Em matéria publicada pelo site ‘Mantos do Futebol’, foram listados os preços que fãs de países como Brasil, Argentina, México, Inglaterra, Portugal, França, Alemanha e outros pagam para comprar uma camisa de futebol. Na conversão para o Real, as peças mostram preços incrivelmente parecidos, variando de R$ 236 até R$ 300. O detalhe é que, considerando a conversão das moedas, as camisas vendidas no Brasil têm o segundo menor preço – R$249, menos apenas à média do México. Portugal, França e Itália são os países que vendem pelo maior preço: R$ 300 na conversão. Só que a questão que atrapalha o brasileiro na hora de adquirir o produto está no poder de compra. A pesquisa comparou os valores das peças com os vencimentos médios recebidos por cada país, e o resultado não deixa dúvidas: o brasileiro compra as camisas de futebol mais caras do mundo. Uma única camisa de futebol equivale a 11.87% do rendimento mensal [R$2.105/mês, segundo a pesquisa]. O México vem logo atrás, com 10.57%, seguido por Argentina [9.42%], Portugal [6.91%], Espanha [3.60%], Itália [3.16%], França [2.71%], Reino Unido [2.51%], EUA [2.31%], Alemanha [2.05%].